Por Fábio Reynol, da Agência Fapesp. Disponível em: http://pensandoprafrente.blogspot.com.br/2010/03/sustentabilidade-energetica-comecara.html
Etanol
– álcool combustível
A
produção de álcool combustível no Brasil teve início na década de 1970 com o Proálcool (Programa Nacional do Álcool) que
tinha como prioridade diminuir a dependência do Brasil do combustível externo,
já que o mundo vivia a crise do petróleo.
O programa acabou ficando muito caro e foi abandonado pelo governo
militar. Na década de 1990, com o aquecimento global voltou-se a produzir
álcool combustível, desta vez o Brasil ganhou notoriedade como exemplo a ser
seguido em tempos de aquecimento global.
O Brasil Leva vantagem nesse tipo de produção por conta da vocação do
solo para a produção da cana-de-açúcar, da estrutura fundiária concentrada que
favorece a produção no sistema de monocultura. Com certeza alguns brasileiros
deverão ganhar muito dinheiro com a produção do etanol.
Se pensarmos na produção do álcool combustível como alternativa para
construção de uma matriz energética menos danosa para o meio ambiente, a
iniciativa é boa, no entanto se pensarmos em termos de estrutura fundiária, a
produção favorece, e de certa forma, perpetua o modelo que aí está com muitos
brasileiros não tendo acesso à terra. A terra deixa de cumprir a sua função
social que é garantir o sustento daqueles que precisam.
Enquanto ruralistas defendem a produção com todas as suas forças e
interesses e o governo brasileiro endossa a iniciativa que tem um peso muito
grande na economia brasileira, as organizações engajadas com as causas do meio
ambiente vão na contramão, alegando que a produção do etanol em larga escala
ameaça a sobrevivência de biomas como o amazônico.
A produção do etanol ainda vai gerar muita polemica porque ele faz parte
do “combustível” que faz a roda das economias mundiais continuar girando, e
isso faz despertar os instintos mais obscuros em países como os EUA, por
exemplo, que dependem do combustível externo para manter sua economia
funcionando, e não enxergam com bons
olhos o desempenho nesse setor de um país
em desenvolvimento com o Brasil. Muitos empecilhos deverão surgir ainda e o
governo brasileiro deve agir com ponderação para não cometer excessos. É
preciso planejar para crescer de forma sustentável, e o Brasil pode crescer se
souber criar estratégias e gerenciar o crescimento com sabedoria.
Por Francisca Iramí Alves.

Olá, boa noite caras colegas!
ResponderExcluirSobre o que motivou a escolha da charge, gostaria de elencar alguns critérios considerados. Primeiro por que ela mostra o consumo do álcool – combustível, que de certa forma, é menos danosa para o meio ambiente do que os combustíveis derivados do petróleo; depois porque a foto por si só passa uma mensagem verde e eu associei este fator à preservação ambiental e a uma atmosfera livre de dióxido de carbono. É claro que ela pode passar uma imagem negativa se for associada ao modelo produtivo brasileiro, principalmente, porque os prédios que aparecem ao lado passam a impressão de estarem sucumbindo diante da expansão dessa atividade produtiva.
Por Francisca Iramí Alves